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QUADRO DE ACOMPANHAMENTO DA EVOLUÇÃO DO ATLETA NAS DIVERSAS CATEGORIAS


08 / 01/2004 - 11:45

Desde do tempo em que eu trabalhei no Goiás, lá pelos anos de 1986 ou 1987, tenho debatido com algumas pessoas sobre o modo que os atletas sobem de categoria ou até mesmo renovam seus contratos.Para minha alegria quando cheguei no Internacional de Porto Alegre encontrei o Professor Medina com idéias parecidas com a minha e ainda mais profundas.
Diga-se de passagem, que o que aconteceu no Internacional só foi possível porque tínhamos o Fernando Miranda, presidente, que nos deu todo o apóio e, ainda mais, acreditava naquilo proposto.Agora gostaria de colocar em discussão meios de fazer esse acompanhamento e tentar aperfeiçoar aquilo que eu tinha em mente em 1986/87, e o que aprendi com o Medina em 2000 no Internacional de Porto Alegre.

Como todo cidadão que está todo dia se defrontando com desenvolvimento, seja ele espiritual ou profissional, devemos ter bastante cuidado nas avaliações para diminuirmos o risco de erro para zero.Enquanto as grandes empresas fazem um dossiê de cada funcionário avaliando seus pontos positivos e negativos para amanhã numa necessidade de promoção ou de dispensa, poder fazer um julgamento justo, isso não acontece no futebol.

Desde de que eu comecei a jogar futebol de campo no infanto-juvenil do Fluminense via uma maneira desleal e desumana nas escolhas dos atletas que ficariam no clube durante uma peneira ou aqueles que passariam de uma categoria para outra para o ano seguinte.Numa peneira, geralmente, o atleta tem, às vezes, 5 minutos para mostrar o seu potencial. A partir daí ele pode voltar e ter mais 20 ou coisa parecida e aí vai tendo mais chance. O problema maior são os 5 primeiros minutos.

Quando que uma pessoa, ou melhor, uma criança pode ser julgada em apenas 5 minutos e ficar desiludido para o resto da vida? Já perceberam como é feita a dispensa desses garotos? Existe um documentário em vídeo muito interessante sobre isso. É uma pena que não tenha sido muito divulgado e quase ninguém conhece. Vale a pena procurar esse documentário nas locadoras de vídeo, principalmente os pais dos ex-futuros atletas profissionais de futebol.Bem, já escrevi sobre isso no site, mas agora quero falar daqueles que já estão inscritos pelos clubes, tanto amadores como profissionais.

O Treinador não fica muito tempo no mesmo clube. Caso ele tenha visto um jogador se destacar na categoria inferior a que ele dirige, no ano seguinte ele não estará lá e um novo Treinador, que não conhece os atletas, terá que decidir se esse atleta será promovido ou não. De que forma será feito isso se não existir um dossiê do atleta?
Quem vai informar as qualidades dos atletas para o novo Treinador? Será que as informações passadas serão as verdadeiras sem ser passional?
Simpatia, lourinho ou outros interesses?
Quem sabe?
Também os Treinadores têm suas preferências. De posse das informações e do dossiê, o risco de erro, proteção ou simpatia vai diminuir bastante.Sendo assim gostaria de propor um dossiê mais ou menos simples para o atleta de futebol de todas as categorias.Deve constar desse dossiê:

1. Nome completo
2. Apelido.
3. Data de Nascimento.
4. Altura.
5. Peso.
6. No de treinos feitos.
7. No de faltas.
8. No de jogos oficiais.
9. No de minutos jogados.
10. No de jogos amistosos.
11. No de gols feitos.
12. No de passes errados (meio-campo).
13. No de gols sofridos (Goleiros), e mais específico com os defensores.
14. Notas mensais dadas pelos responsáveis pela categoria.
15. Média das notas.
16. Notas de projeção futura.

Em primeiro lugar, o Diretor Técnico de comum acordo com todo o restante da Comissão Técnica, define os parâmetros padrões daquilo que será o excelente para o clube. É bom frisar que de um clube para outro esses parâmetros podem e devem ser diferentes.

Por exemplo, o parâmetro padrão para o Flamengo, Corinthians, etc deverá ser diferente de um time da segunda divisão que por sua vez será diferente das equipes da terceira divisão.Esses parâmetros padrão, no meu modo de ver poderiam ser assim:

1. Altura Padrão para cada posição:

Laterais: > 1,70m
Zagueiros: > 1,80m
Volantes: > 1,70m
Meias: > 1,70m
Atacantes: > 1,80m2
Goleiros: > 1,85m

Padrão Físico em Limiar Aeróbio para cada posição:

Responsáveis diretos: Fisiologista e Preparador Físico.
Laterais: 17,1 km/h (±1,1)
Zagueiros: 17,6 km/h (±1,2)
Volantes: 17,5 km/h (±1,2)
Meias: 17,5 km/h (±1,2)
Atacantes: 17,5 km/h (±1,5)3
Goleiros: 16,8 km/h (±1,3)

Padrão de Avaliação Técnica, Tática e de Atitude

O Medina colocou uma coisa interessante. Às vezes o atleta possui uma técnica boa, mas ele não aplica dentro do campo na hora do treino. Da mesma forma na valência tática. Então lá no Internacional nós avaliávamos a Técnica Funcional e a Tática Funcional. O que seria isso? É a análise se o que o atleta realiza dentro do campo é funcional ou não. Não adianta o atleta ter a técnica se dentro do campo ela não funciona. Da mesma forma a tática. Então as notas deverão ser dadas por aquilo que funciona e não pelo que se sabe que o atleta tem ou não. A Atitude seria o comportamento do atleta durante os jogos e durante o mês de treinamento. O empenho, as atitudes desportistas, e tudo o mais que, a priori, foram determinadas pelo Diretor Técnico. Importante também será que os profissionais encarregados de avaliarem os atletas se preocupem em dar notas, separadas, também para uma projeção futura. Projetar o que, na opinião deles o atleta poderá progredir em todas as valências analisadas.As notas de jogo é somente o que ele apresentou naquele jogo. As notas gerais seria aquilo que ele apresenta nos treinamentos diários.Vamos dar um exemplo como padrão:Excelente: entre 9 a 10Bom: entre 7 a 8Médio: entre 5 a 6Normal: entre 3 a 4Fraco: entre 1 a 2Como falamos acima que cada clube deve ver o que será bom para ele, veremos:Um clube que disputa campeonatos todo ano e tem o desejo de ser campeão deverá ter em sua equipe atletas do nível Bom para Excelente, isto é: atletas com média (técnica, tática e de atitude) acima de 7.Já uma equipe que não pode disputar o título, por várias condições, poderá escolher, de repente, um nível Médio em diante, isto é: atletas com média acima de 5.E assim por diante.Devemos atentar para alguns detalhes:- cada clube avalia quais as notas que serão boas para ele em cada competição;- a idade do atleta deve ser levada em consideração. Por exemplo, um atleta que tem média entre 5 e 6, mas tem 18 anos, poderá progredir com a continuidade do treinamento. Já o atleta com essa mesma média, mas está com 27/28 anos, não terá muita chance de progredir com os treinamentos.- Esse Dossiê serviria tanto para promoção de categoria de base quanto para uma renovação de contrato de um profissional.Estou colocando o DOSSIÊ em discussão. Quem se arrisca?

 
 
 
 
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