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Modernização da gestão do futebol brasileiro por Elio Carraveta...
 
 
O BURRO, ESSE HOMEM INTELIGENTE
 

            Segundo os dicionários, Burro é um quadrúpede solípede, menor do que o cavalo, com orelhas maiores, híbridos do jumento e da égua; asno e como adjetivo quer dizer imbecil e estúpido.

            Também segundo o dicionário, Técnico é aquele que conhece a fundo uma arte, uma ciência; perito.

            Tornou-se comum agora nos estádios chamarem os Técnicos de futebol de burro. Acho tremendamente de mau gosto essa ofensa. Caso um treinador vá numa emissora de rádio e chame o torcedor de burro ou outra coisa qualquer a casa cai em cima dele. Onde está a democracia? O torcedor pode ofender quem está trabalhando, mas o treinador não tem o mesmo direito de responder à altura.

Ninguém imagina como é difícil colocar um time em campo. Todos criticam, mas ninguém fora do meio teria a mínima chance de trabalhar de treinador. Atente para quanta coisa é necessária para colocar uma equipe em campo.

1. Estrutura.

2. Elenco.

3. Salários.

4. Família.

5. Torcida.

6. Imprensa.

7. Dirigente.

8. Empresários.

Será que o treinador é o culpado pela mudança do elenco a todo minuto?

            Todo treinador gostaria de ter um tempo razoável para preparar uma equipe. Para dar condições de jogo para um time, comumente, nós temos uns 20 dias. Agora para colocar uma equipe em condições de ganhar um título como o Campeonato Brasileiro precisa-se de um tempo muito maior. A não ser que possamos contratar todos os jogadores que estão prontos para jogar e que já os conheçamos bem. Mesmo contratando os melhores jogadores é um risco porque senão a seleção brasileira na precisaria tempo para treinar. Era só convocá-los uns dias antes e colocar em campo. Não é bem assim que funciona. Um bom exemplo do que acontece dentro do campo quando se conhece bem o companheiro é quando eu jogava pelo Vasco da Gama. O meio de campo era formado comigo, o Zanatta e o Dirceu. Quando o Dirceu ia dar combate no adversário eu sabia que ele ia para roubar a bola e se o adversário o driblasse eu tinha que estar perto dele para fazer a cobertura. Ele era rápido nisso eu tinha que ser rápido também. Já no caso do Zanatta eu sabia que normalmente ele ia cercar para obrigar o adversário perder a velocidade da jogada e com isso eu também tinha que ir para cercar. Para isso tinha que conhecê-los bem. Quando você está com seus companheiros por muito tempo a equipe joga como por música. Quando você arma uma equipe às pressas tudo que acontecer é normal até porque todos estão armando as equipes em cima da hora e aí o futebol torna-se uma “caixinha de surpresa” ainda maior. Risco de cair, ficar numa posição intermediária ou até ser campeão pode acontecer. Pense bem qual foi a última equipe que foi campeã e que todos falaram que “jogavam como por musica?” Eu não me lembro. O último campeão brasileiro que foi de ponta a ponta o melhor foi o Cruzeiro.  Foi um time escolhido a dedo pelo Wanderley Luxemburgo e como todos armam a equipe em cima da hora o Wanderley escolheu os melhores e foi campeão. A técnica foi o fator principal da conquista do campeonato. Depois nenhuma equipe mesmo sendo campeã foi unanimidade.

Portanto ainda acredito que para se formar uma equipe é necessário tempo e esse tempo não são 20 dias, um mês ou um ano. Acho que no mínimo duas temporadas com a equipe junta, fazendo pequenas correções no elenco e utilizando, pelo menos, 60% dos jogadores das categorias de base. Todas as equipes que mantiveram seus treinadores fizeram boas temporadas e quando mantêm um elenco, melhor foi ainda. O São Paulo é um clube que todo treinador gostaria de trabalhar. Existe uma continuidade. O treinador não começa do zero. A maioria das equipes quando você pega começa do zero não por culpa do antigo treinador e sim por culpa do próprio clube que não tem uma continuidade de elenco, de conduta e outras coisas mais.

Será que o treinador é o culpado dos salários não serem pagos em dia, levando em consideração que os jogadores têm compromissos financeiros como toda pessoa?

A estrutura do futebol brasileiro está caminhando muito lentamente em relação ao resto do mundo. É bem verdade que o Brasil todo caminha nessa lentidão em relação ao que está acontecendo a seu redor. Não podemos admitir que um clube seja ele grande ou pequeno, não pague em dia seus profissionais de futebol e seus funcionários. Todos têm compromissos e todos precisam cumpri-los. Quando um grupo de jogador reclama dos salários atrasados logo vem aquele chavão conhecido de “são uns mercenários”, jogam os jogadores contra a torcida que arremessa moedas para eles. Escuto as pessoas falarem que o jogador ganha muito e por isso não podem reclamar dos salários atrasados. Quem recebe mais tem maiores encargos dos que recebem menos, é proporcional. Eu era técnico de um clube aqui no Brasil e os jogadores estavam com os salários atrasados por mais de três meses e uns nove meses os direitos de imagem. Quando um jogador reclamou a torcida o vaiou e ainda o chamou de mercenário. Será que tinha alguém na torcida com o salário atrasado? Poderia ter até desempregado, mas quando estão trabalhando não admitem e nem podem suportar atrasos. É o normal! Em se tratando de jogador de futebol se reclamam passam a ser mercenário. Não entendo isso. Todos temos compromissos e precisamos do dinheiro para cumpri-los. Eu não gostaria de receber dinheiro pelo meu trabalho. Poderia receber tíquete para comprar o que quisesse no supermercado, tíquete para a agência de automóveis, tíquetes para os restaurantes e etc. não mexeria em dinheiro, só tíquetes. Infelizmente tudo gira em torno de dinheiro e os profissionais de futebol não são diferentes.

Os salários em dia dão uma sustentação moral para fazermos cobranças mais duras e diretas nos jogadores porque senão sempre haverá uma desculpa para os erros e para os deslizes.

Será que o treinador é culpado por ter o jogador uma família?

            A família é o sustentáculo de tudo. Nos brasileiros, até bem pouco tempo pelo menos, dávamos uma importância muito grande à família. Hoje ela está fragmentada, ridicularizada pelos programas de Tv e pelo próprio governo ofuscando toda a importância que é dela indiscutivelmente. Jogadores de futebol são pessoas normais e as famílias normalmente já é fragmentada. Precisam deles para sobreviver. Os problemas emocionais advindos da família são transportados para dentro do campo e o treinador não pode se omitir desse fato. As maiorias das famílias deles são de origem humilde. Não sabem como orientar o jogador que está chegando ao sucesso ou àquele que está sucumbindo ao sonho. No sucesso muitos são os que querem ser o pai, mas no insucesso ninguém aparece para assumir. Tive que administrar problemas familiares quando trabalhei no Botafogo e também, bem recentemente, no Guarani. Todos dois com os pais dos jogadores. Um por alcoolismo e o outro por abandono paterno. São fatos cotidianos para quem trabalha com grupo de artistas que é assim que considero os jogadores.

Esses são só alguns exemplos do que o treinador tem que estar atento e ao mesmo tempo fazer trabalhar uma máquina montada às pressas.

Será que o treinador é o culpado da torcida querer sempre ganhar? Será que o treinador não quer ganhar?

            Todos sabemos que só existem três resultados possíveis no futebol. Caso aconteça resultados diferentes desses três aí eu me preocuparia. Quando entramos para o futebol, seja jogando, dirigindo ou torcendo, sabemos que esses são os resultados possíveis. Então por que não aceitamos a derrota? Por que achamos que está tudo errado só porque perdeu ou empatou? Já presenciei muitas vitórias e até títulos de campeão observando muitos defeitos. Também já vi derrotas com um trabalho super correto e se esperassem mais um pouco os resultados teriam surgidos.

            Ganhar é ótimo, maravilhoso. Perder é horrível. Todos sabemos disso. Ninguém perde porque quer. Existe um adversário que também quer ganhar e que está do outro lado fazendo com que você erre. No Japão e na Europa a torcida aplaude os dois times após o jogo. Eles acreditam que foi feito o melhor para ganhar o jogo e lá também só pode acontecer aqueles três resultados. Há respeito. O treinador quer ganhar como todos querem. Só que não depende da vontade dele. São os jogadores que entram e têm que fazer por merecer isso. O treino é dado durante a semana e esperamos que todos tenham aproveitado bastante.

Assim espero que a torcida, a imprensa e os dirigentes saibam que mais do que ninguém é interesse do jogador e do treinador ganhar o jogo. Parece que poucos acreditam nisso.

  Será que o treinador faz as substituições para dar errado? Será que o treinador quando substitui fala para o jogador errar mais do que o que estava jogando?

            Quando um treinador faz a substituição ele analisa por vários ângulos e tenta sempre melhorar a equipe. Nem sempre o jogador que entra está convicto que ele pode modificar o resultado da partida, nem sempre o jogador está concentrado naquele momento do jogo como o treinador esperava, nem sempre está comprometido com o clube, com ele mesmo, com o grupo e às vezes até com a própria profissão. Uma vez coloquei um jogador e pedi que ele desse um recado para o outro assumir uma determinada função no lugar daquele que saia. O jogador que deveria mudar de função não o fez. Terminada a partida perguntei ao jogador que entrou se ele tinha dado o recado e ele simplesmente disse que esqueceu e pediu desculpas. O jogo foi ganho pelo nosso time, mas se tivesse dado problema justamente pelo motivo do recado não dado? Quem seria sacrificado? O jogador ou o treinador?

            Não quero dizer com isso que quando a substituição não resulta em mudança do jogo, ou até piora o time, a culpa seja só do atleta. Mesmo o jogador estando desligado o treinador tem o seu percentual de culpa, já que ele deve estar atento a tudo que se passa no banco de resrvas.

            Num clube você tem que trabalhar com o que você tem. Nem sempre dá para contratar todo os que precisam. Portanto por mais que você observe o grupo sempre vai ter aquele que está ali por estar e aí você corre riscos de quando precisar dele não haver a resposta necessária.

            Confie no seu treinador.

 Será que o treinador não vê o jogo?

            Muita gente acha que o treinador deve assistir ao jogo de um lugar alto. Eu também acho, mas desde que seja um lugar bem próximo ao campo, fácil de comunicação com os jogadores. Sou contra que esse local seja nas tribunas. O jogador deve sentir que o comandante está perto para ajudá-lo. Ninguém pode substituir o treinador na beira do campo.

            Quando me perguntam se eu vejo bem o jogo sentado ou em pé no banco de reservas repondo que sim. Já acostumei. Passei a minha vida vendo o jogo dentro do campo e agora um pouco fora dele não faz diferença para mim.

            Vejo muito bem o jogo dali e tenho certeza que ajudo mais estando na beira do campo do que se estivesse lá nas tribunas e chegando no vestiário só no intervalo ou após o jogo.

Será que o treinador tem família? Será que a família do treinador não sente quando ele é chamado de burro?

            Nós temos família. Vocês já imaginaram se as famílias de vocês escutassem o Maracanã todo chamando você de burro? E seus filhos?

            Quando comecei no Botafogo, estava almoçando com a esposa e filhas e liguei a tv num programa esportivo que abriu com a seguinte manchete: “Zé Mario deve perder a cabeça no Botafogo”.  Minha filha caiu em prantos dizendo que iam cortar a minha cabeça e não queriam que eu saísse para o treino. Foi uma choradeira só. Por muito custo as convenci de que aquilo era uma maneira de falar. O resultado é que até hoje elas detestam o Botafogo que nada tem a ver com a manchete da tv. Sabemos que somos pessoas públicas, mas isso não dá o direito de sermos desmoralizados publicamente por ninguém. Até o Zico há bem pouco tempo perguntado se ele trabalharia no Brasil ele respondeu que enquanto os torcedores desrespeitassem os treinadores chamando-os de burro ele não gostaria de trabalhar por aqui.

            Portanto respeitem para que sejam respeitados ou então pelo menos nos dê o direito de respondermos à altura.

Será que o treinador tem com quem tirar dúvidas?

Desde do meu início como treinador senti falta de uma pessoa que eu pudesse discutir as dúvidas da equipe. Lembro-me até que pedi ao presidente do Botafogo, a contratação do Gerson como diretor técnico, para que pudesse me ajudar a decidir a armação do time e os problemas com o clube. Depois disso aconteceu alguns problemas que não vem ao caso comentar agora.

            Ainda hoje tenho essa idéia. Apesar de termos junto a nós um auxiliar-técnico acho que não é a mesma coisa do que você ter uma pessoa mais experiente e que já percorreu esse mesmo caminho antes de mim.

            Quando fui contratado pelo América do Rio de Janeiro no meu projeto de trabalho tinha a função de diretor-técnico e citei dois nomes na época para ocupar o lugar: Paulo Emílio e Pavão (ex-jogador de futebol de salão do próprio América, professor de futebol da Faculdade Castelo Branco e técnico de futebol). Não deram importância e nada foi feito.

            Acho que o treinador fica com muita responsabilidade de resolver tudo. Preste atenção no que já foi escrito acima e agora acrescente a armação técnica e tática da equipe. Resolver quem entra, quem sai, quem contrata, quem é dispensado. Tudo isso só para uma cabeça resolver. Os auxiliares podem ajudar, mas também é difícil para eles já que na maioria das vezes são mais jovens do que os treinadores. Então a quem pedir auxílio? Aos mais jovens, aos dirigentes, ouvir a torcida ou aceitar os analisadores de jogo? Por isso acredito num diretor-técnico em que o treinador possa discutir tudo sobre futebol, armação da equipe e os problemas comuns no futebol. Muitos problemas entre treinadores e clubes são causados porque dirigentes que na maioria nunca chutaram uma bola querem discutir com o técnico o que é melhor para a equipe. Ele pode dizer o que é melhor para o clube, mas nunca para a equipe.

            Sou a favor de um diretor-técnico profissional que tenha sido um treinador e inclusive seja o responsável pelas contratações dos jogadores e até do treinador. Nunca esquecendo que a palavra final sobre a equipe, treinos, táticas, etc seja do treinador.

 Será que os jogadores estão comprometidos com o clube?

            Tenho acompanhado muito o futebol brasileiro e estou estarrecido o que está acontecendo com os jogadores atualmente. Eu fui um dos que mais brigou pelo passe livre dos jogadores e pensava que tudo ia ser melhor para o atleta, mas acho que me enganei. A partir do passe livre pensei que os atletas teriam mais responsabilidades para com ele mesmo, cuidando-se fora do campo, aperfeiçoando a técnica e se esforçando mais para melhorar a performance deles. Puro engano. Tenho assistido salvo algumas exceções, é que eles não têm compromisso com a carreira, com o clube e nem com eles mesmos. Um caos. Tecnicamente estão sofríveis. Taticamente razoáveis. Emocionalmente fracos. Atitude falsa. A cada gol beijam o escudo do clube como se fossem realmente apaixonados por ele. Dois dias depois já estão beijando o escudo de outro time. Qualquer dorzinha numa parte do corpo é motivo para o jogador se esconder do treino e até de jogo. Uns vivem de jogadas feitas há vários jogos atrás e se tornam os tais, pelo menos na cabeça deles. Joguei com vários jogadores tidos como indisciplinados, mas nunca os vi desrespeitar um dirigente, um treinador ou qualquer membro da diretoria. Tenho visto muito hoje é o jogador se rebelar porque saiu, porque não ficou na reserva ou porque não foi relacionado. Eu posso dizer isso porque sempre fui disciplinado e cumpridor dos meus deveres e cobrador dos meus direitos. Joguei como titular em todas as equipes e fui capitão. Joguei e fiquei na reserva sem nunca reclamar. Quando eu não começava o jogo como titular eu não colocava a culpa no treinador. Achava sempre que a culpa era minha e precisava treinar e me esforçar mais. Respeitei meus companheiros e sempre fui respeitado. Sempre joguei mais de 90% dos jogos da minha equipe. Sempre fui comprometido com o clube, com o grupo, com os treinadores, com a torcida e com a imprensa.

            Espero que tudo isso melhore e o atleta aprenda a se comprometer consigo mesmo sabendo que ele faz a sua imagem para ser negociada para outro clube no final do contrato. Cuide-se fora do campo protegendo a imagem e o corpo dele. Ele precisa se aperfeiçoar tecnicamente. Melhorar a dinâmica de jogo, ser mais versátil etc.

Será que os jogadores erram de propósito?

            O futebol é um esporte em que o adversário está sempre o obrigando a errar. Há contato de corpo, há buraco no campo, há vento, há sol e chuva. No vôlei não há conta corporal, o treinador pede tempo e pára o jogo para arrumar a equipe, o árbitro para o jogo para secar a quadra, não há vento porque a quadra é fechada. O basquetebol é semelhante ao vôlei e a diferença é o contato corporal. No tênis que é em quadra aberta não tem buraco, não joga com chuva ou vento. Só o futebol joga de qualquer maneira. Chuva, sol, buraco, vento e aí por diante.

            Quando um jogador erra, eu escuto a torcida e a alguns da imprensa falarem que como pode um jogador treinar o dia inteiro só aquilo e errar. A torcida e alguns da imprensa esquecem que o adversário às vezes obriga ao erro. Às vezes a bola bate num buraquinho de nada, mas já desviou a bola em questões de segundo. Muitas vezes achamos que o jogador errou o passe, mas na verdade o adversário é que o interceptou ou por astúcia ou por percepção da jogada. É muito fácil ver os erros dos jogadores sem perceber o que acontece no todo. É um deslocamento não feito pelo companheiro, é um desvio da bola no gramado irregular, é um vento que aumenta ou diminui a velocidade da bola. Mas sempre é mais fácil ver o erro das pessoas do que os acertos. Eu mesmo como torcedor (Fluminense, mas só torço mesmo é pela seleção) sou chato e cobro muito de tudo. Já como treinador sou mais comedido nas análises.

            Agora tem horas que a paciência de todos passam do limite quando você assiste um jogador ir 300 vezes a linha de fundo e a bola sair rasteira. Bater um escanteio e a bola sai a 20 centímetros do chão. Quando vão bater uma falta lateral e a bola sai rasteira. Faço uma brincadeira com os meus jogadores para que eles caprichem na hora do cruzamento. Digo para eles que sempre que forem cruzar, bater escanteio ou falta lateral e a bola sair rasteira nos pés dos adversários eles podem se sentir xingados por mim.

CONCLUSÃO

Todo treinador quando chega a dirigir uma equipe de gabarito é por puro mérito. Todos estudamos ou temos uma boa experiência dentro dele. Não existe aquele que chega de qualquer maneira. Aliás, até existe, mas não se segura por muito tempo.

Já escrevi anteriormente que só os treinadores se beneficiam com essa troca de treinadores, pois há um rodízio e ninguém fica desempregado por muito tempo. A cada três ou quatro derrota abre vaga para um treinador desempregado. Alguns têm empresários mágicos que nem bem saíram de um clube e já estão entrando em outro. Alguns demoram um pouco mais a arranjar outro emprego. Todavia o rodízio hoje no futebol permite que os desempregados tenham sempre uma esperança de arranjar um emprego rápido e poder continuar a sua vida.

Recapitulando acredito que a troca do elenco quase que mensalmente, as constantes falta de pagamento, o calendário, o desrespeito ao profissional, a insegurança no emprego, a falta de um diretor-técnico eficiente e uma estrutura adequada fazem com que o treinador brasileiro fique vulnerável a tudo e a todos ocasionando um desastre para o clube que é a verdadeira vítima.

Fico profundamente deprimido não quando ouço ou vejo criticas aos nossos treinadores dentro do Brasil, mas sim quando ouço lá fora que o Brasil é campeão do mundo porque os jogadores que jogaram estavam na Europa. Eles acham que os jogadores nascem por aqui em cachos nas árvores e eles é que sabem treinar e dão a qualidade técnica aos nossos jogadores. Quem trabalha fora do Brasil vê muitos treinadores da Alemanha, França, Croácia têm nome nos seus países, mas eles deixam a desejar na qualidade técnica. É claro que existem excelentes treinadores estrangeiros, mas a nossa qualidade é inigualável.

Uma coisa eu afirmo sem medo de errar. Os profissionais de futebol brasileiros são os melhores do mundo. Parabéns para esse “Burro Homem Inteligente”.

 
 
 
 
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