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Modernização da gestão do futebol brasileiro por Elio Carraveta...
 
  Caros amigos,

Quero fazer dessa vez uma homenagem póstuma aos ex-companheiros que já faleceram e contribuíram muito para minha carreira diretamente e também para o futebol brasileiro.
 
   

Bonsucesso:
Um goleiro: Tião. Companheiro na formação de base, aonde a incerteza de chegar a ser um profissional de futebol é muito grande. Treinava e nas horas vagas da concentração cortava o cabelo dos companheiros.

       
   
Flamengo:
Reyes, um paraguaio que me tornei amigo particular.
Doval, um argentino.
Todos dois foram fundamentais na minha vida profissional. Ao chegar no Flamengo, vindo do Bonsucesso, me ajudaram muito na adaptação ao time grande.
       
    Fluminense:
Toninho, sempre brincalhão, não se importando com nada que falavam dele. No almoço não fazia prato para comer. Sentava ao lado de alguém com um garfo na mão e ia filando comida do prato dos companheiros.
       
    No Vasco:
Orlando Lelé, Geraldo e o grande amigo Dirceu.
O Orlando Lelé era um chato dentro do campo. Brigamos dentro do campo por várias vezes e quase chegamos a nos agredir, mas fora do campo era sempre amigo. Pedia desculpas e me abraçava. Era chato, mas só dentro do campo.
       
    O Geraldo foi uma pessoa querida por todos. Mesmo seus adversários que ele tratava sem pena alguma, sabiam que ele tinha um coração cheio de carinho para com as pessoas. Mas, quando o árbitro apitava começando os jogos, todos sabiam que ele tentaria parar o adversário de qualquer jeito.
       
    O Dirceu foi um dos meus melhores amigos dentro do futebol. Ajudou na criação da associação dos atletas profissionais de futebol do Rio de Janeiro e do Sindicato. Estávamos sempre juntos, na concentração, nas viagens, etc. Uma perda e tanto para mim.
       
    Na Portuguesa de Desportos:
Conheci um Uruguaio do outro mundo. Quando saí do Vasco para a Portuguesa, estava num hotel quando conheci o Daniel Gonzalez na sala do supervisor. Ele estava voltando do Uruguai. Fui apresentado a ele e imediatamente me perguntou para onde eu ia. Respondi que estava indo para o hotel onde estava hospedado com minha esposa.Aí ele falou que iria me levar.
Entramos no carro e ao chegar agradeci, mas ele falou que
iria subir. Estranhei, mas o que eu poderia fazer? Ao entrar no quarto minha esposa estava me esperando para almoçar, mas ele foi para o quarto e saiu arrumando as malas e eu perguntei o que ele estava fazendo e ele respondeu: Vocês não vão ficar aqui, vão para a minha casa. Resisti o quanto pude. Ficamos, eu e minha esposa, sem saber o que fazer. Ir para a casa de um uruguaio que nunca tínhamos visto achava impossível. Mas fomos, ele não nos deu outra saída. Chegando lá ele nos apresentou a esposa e graças a Deus deu tudo certo, ficamos muito amigos. Ele faleceu no dia do meu aniversário, 1º de fevereiro. Nunca mais vou esquecer dele e da sua família apesar de fazer muito tempo que não vejo a ex-mulher e os filhos dele, o que gostaria muito. Hoje ela vive no Uruguai e já até formou outra família.
       
    Titio Fantoni
Foi o treinador que me deu a liberdade de mudar a maneira de jogar durante a partida. Ele sempre me dizia: "Não deixe para o segundo tempo. Mude você mesmo dentro do campo". Sempre conversava comigo sobre as necessidades da equipe, exceto a sobre a escalação da equipe. Também era uma coisa que nunca me interessava, pois eu não tinha preferência em jogar um ou outro.
Era mais amigo do que técnico. Acrescentou muita na minha vida e de muitos outros jogadores.
       
  Fronner.
Não trabalhei muito tempo com ele. Mesmo assim tivemos uma briga muito séria. Ele me tirou aos 18 minutos do primeiro tempo num jogo em Volta Redonda. Inclusive essa foi a causa da minha ida para o São José Esporte Clube, de São José dos Campos. Antes da minha ida para o São José, conversamos e nos desculpamos mutuamente.

Major Murilo de Carvalho
Foi meu treinador nas categorias de base do Bonsucesso. Ele me ensinou a se posicionar em campo e a olhar para um lado e jogar a bola para o outro. Foi realmente um professor e um amigo para mim.

Gostaria também de acrescentar quatro roupeiros: Ximbica, do Fluminense; Moacir, do Bonsucesso; Aniceto e Ferrugem do Flamengo.

Um massagista: Barrufa do Fluminense.

Preparador físico: Admildo Chirol. Um grande amigo.

Essa é a minha homenagem aos amigos que já se foram. Caso eu tenha deixado de colocar alguém é porque muitos deles eu perdi o contato.
 
 
 
 
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